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Fascinante como as pessoas se vendem ao medo.

Planos e planos e planos jogados no lixo por um medo imbecil que surge não se sabe de onde e vai pra não se sabe que lugar.

Paulo Coelho tem razão, quando a realização dos nossos sonhos depende apenas de nós, nós nos travamos de uma maneira absurda e não corremos mais atrás de nossos sonhos, desistimos, paramos de lutar e de buscar. É o tal do acomodador. Mas como encontrar o acomodador e destruí-lo?

Enquanto isso travo. Tenho medo e não me arrisco a lutar... A VOAR em busca de meus sonhos.

Interessante. Visitem:

http://aviagemdealice.blogspot.com

 

leitura no minimo interessante.

Sabe o que irrita no Natal e no Ano Novo???

Estava lendo o Folhateen ontem, a reportagem de capa era sobre adolescentes que detestam o Reveillon. Eu também não gosto muito, às vezes me sinto meio mal. Mas a data que mais me irrita na verdade é o Natal. É triste demais. Penso demais naqueles que não tem festa alguma, que nunca ganharam presente nenhum de Natal. Natal é legal pra esse monte de gente endinheirada que compra um monte de presentes e que tem um idiota pago pra se vestir de Papai Noel e distribuir presentes para as crianças... E que tem na mesa uma ceia repleta de tudo o que é imaginável... mas e aqueles que só conhecem isso pela TV? Que nunca tiveram uma ceia? Que nunca ganharam presente de Natal?

Essas festas são excessivamente comerciais. Todos são obrigados a estar felizes, a amar as luzes de Natal pela cidade e a ter uma arvore gigante atrapalhando o transito pela sala de visistas... E na virada de ano todos são obrigados a vestir branco e fingir uma felicidade imensa...

essa data pesa.

 

Fazia tempo que eu não escrevia aqui, mas essa angustia de fim de ano precisava ser dividida de alguma forma, com alguém, com qualquer um, com todo mundo.

Eu odeio o Natal. É uma época burguesa, só os ricos gostam de Natal... No mundo, nessa época, com certeza, milhares de crianças choram todas as noites porque não tem presente; choram porque viram na tv que o papai Noel traz presentes, mas eles nunca ganharam, então o Papai Noel não gosta delas... Choram porque não tem nada de mágico no Natal sem Papai Noel, sem ceia,... com uma sopa de farinha no prato e o irmãozinho mais novo chorando de fome... Ou então em dormir ao som da sua barriga roncando pois deu a sua comida para o mais novo - responsabilidade de filho mais velho... sempre cuidar dos mais novos...

O que tem de legal em Natal? Fingir que o mais importante é lembrar do nascimento de Jesus, quando na verdade dia 25 de dezembro era uma festa pagã que foi roubada pelo Cristianismo para tentar conquistar mais seguidores??

Tenha paciencia com esse papo.

Fingir que Natal é especial me dá raiva. É um dia como outro qualquer. Não... é pior. Porque tudo dói mais no Natal. A pobreza dói mais no Natal, a fome dói mais no Natal, a exclusão social dói mais no Natal, a solidão dói mais no Natal...

Fim de ano é uma droga! É todo mundo falando de Natal até o dia, aí depois ficam falando da chegada do novo ano como se algo fosse mudar. Porra nenhuma!!!!!!!!!!

Nada muda... Mais um ano começa e quem é babaca continua sendo. Os coitados dos nerds da escola que ficam sonhando que no ano seguinte não serão mais zoados, que serão mais populares e legais... Coitados!!! Nada vai mudar... Nunca.

Babacas serão sempre babacas. Revolucionários serão sempre Revolucionários. Drogados serão sempre Drogados. E os populares serão sempre os mesmos burros sem assunto de sempre.

Eu nunca gostei dos populares. São sempre tão burros... Parecem que se preocupam tanto em arrumar os cabelos e as roupas que se esquecem de pensar...

Depois que passa o Natal o que irrita são esses planos babacas para o ano novo... planos que não vão se realizar... que não vão se concretizar... nunca. É como quando você vai fazer 15, ou até mesmo 18 anos... parece que tudo vai mudar e você se enche de planos e esperanças, mas continua tudo a mesma merda de sempre.

Se você está triste porque a sua vida é uma merda, se mate de uma vez... ou lute feito louco para mudar... Mas se prender a planos idiotas para o ano novo é irritante...

A gente sempre paga por aquilo que faz.

Paga pelas escolhas certas e pelas erradas...

Eu já paguei uma vez!!! Não preciso pagar de novo! Tira esse peso das minhas costas ou sucumbirei...

"Mãe!
Fui a uma festa, e me lembrei do que você me disse.
Você me pediu que eu não tomasse álcool,
mãe....
Então, ao invés disso, tomei uma 'Sprite'.
Senti orgulho de mim mesma, e do modo como você disse que eu me
sentiria e que não deveria beber e dirigir.
Ao contrário do que alguns amigos me disseram, fiz uma escolha
saudável, e teu conselho foi correto. E quando a festa
finalmente acabou, e o pessoal começou a dirigir sem condições....
Fui para o meu carro, na certeza de que iria para casa em paz ..
Eu nunca poderia imaginar o que estava me aguardando, mãe...
Algo que eu não poderia esperar ....
Agora estou jogada na rua, e ouvi o policial dizer:
O rapaz que causou este acidente estava bêbado'...
Mãe; sua voz parecia tão distante...
Meu sangue está escorrido por todos os lados e eu estou tentando com
todas as minhas forças, não chorar...
Posso ouvir os para-médicos dizerem: - 'A garota vai morrer' .
Tenho certeza de que o garoto não tinha a menor idéia, enquanto ele
estava a toda velocidade, afinal, ele decidiu beber e dirigir, e
agora tenho que morrer..
Então por que as pessoas fazem isso, mãe?
Sabendo que isto vai arruinar vidas ?
E agora a dor está me cortando como uma centena de facas afiadas...
Diga a minha irmã para não ficar assustada, mãe!
Diga ao papai que ele seja forte. E quando eu for para o céu, escreva
'Garotinha do Papai' na minha sepultura.
Alguém deveria ter dito aquele garoto que é errado beber e dirigir.
Talvez, se seus pais tivessem dito, eu ainda estaria com possibilidades de
continuar viva.
Minha respiração está ficando mais fraca, mãe, e estou realmente
ficando com medo...
Estes são meus momentos finais e me sinto tão despreparada ..!
Eu gostaria que você pudesse me abraçar, mãe... Enquanto estou
estirada aqui, morrendo, eu gostaria de poder dizer que te amo, mãe...!
Então.... Te amo e adeus....!'
Essas palavras foram escritas por um repórter que presenciou o
acidente. A jovem, enquanto agonizava, ia dizendo as palavras e o repórter,
anotando...
Muito chocado, este repórter iniciou uma campanha esperando conseguir
5.000 assinaturas neste e-mail e então passa-lo para o Presidente.


Se este e-mail chegou ate você e você o deletar, você pode estar
perdendo a chance de conscientizar mais e mais pessoas, fazendo com que sua
vida
TAMBÉM CORRA PERIGO!
E este pequeno gesto pode fazer uma grande diferença! Assine-o por
favor e junte-se a 'campanha'!
Selecione e copie o e-mail por inteiro (Ctrl C) e cole (Ctrl V) em um
novo e-mail. Então, acrescente seu nome ao fim da lista e mande-o para
todas as pessoas que você conhece.
Estamos esperando conseguir 5.000 assinaturas neste e-mail e então
passá-lo para o Ministro da Justiça e para o Presidente.
É tão pouco pedir que vocês assinem este e-mail...! E este pequeno
gesto pode fazer uma grande diferença!
Não esqueça de adicionar o seu nome no final da lista ! A situação está
se tornando insustentável... Você pode estar fazendo algo para mudar
isso!!"

*

Recebi esse email hoje(24/11), me pedindo que assinasse e encaminhasse. Mas pra quê?

Digamos que esse email consiga o numero de assinaturas e chegue ao presidente, o que aquele "senhor" poderia fazer? Lançar um feitiço que impeça pessoas de dirigirem bêbadas? Lançar uma proteção sobre aqueles que não bebem, para que não corram perigo ao cruzarem por aí com motoristas bêbados?

O que há pra se fazer? Afinal já existe uma lei que impede as pessoas de dirigirem bêbadas, mas as pessoas continuam fazendo isso. Todo mundo sabe que fumar faz mal à saúde, mas continuam fumando. Qualquer um sabe que carne faz um mal danado para o estômago, porque tem uma digestão muito difícil, mas até aí, quantos vegetarianos você conhece? Todos sabem que deveríamos comer bem mais legumes, mas quantos o fazem? Todos sabem que exercícios fisicos regulares trazem inúmeros benefícios à saúde, mas quantos fazem?

Eu corro risco de morrer todos os dias, todas as noites. Corro o risco de morrer quando saio de carro ou quando ando a pé. Quando vou pra balada e fico bêbada ou quando fico trancada em casa.

O risco vai sempre existir. A única certeza que todos temos é a de que vamos morrer. Todos que estão vivos correm esse risco a todo momento. E a moça que morreu ou não (a porra do email nem fala isso. Aliás que merda de "jornalista" é esse que anotou as suas palavras e que começou essa "corrente" que nem informa quem é ela, quando foi o acidente, onde foi, se ela morreu, e onde posso ler sobre esse acidente??? Começamos mal, caro colega.) não bebeu e ganhou o quê? Morreu ou ficou bem mal por quê? Existe justiça? Por acaso as pessoas que vão morrer são escolhidas como uma espécie de castigo? O que define quem vai morrer no sabado que vem, vítima de um acidente de carro provocado por algum bêbado? O que define se eu serei atingida por uma bala perdida ou você? O que define tudo isso?...

As suas pobres escolhas podem te salvar, ou salvar alguém... Sim, podem. Mas também não podem fazer diferença alguma...

As suas escolhas devem ser baseadas no que você deseja para a sua vida. Você deve pensar nas suas escolhas e nas consequências delas. Mas a melhor forma de fazer a melhor escolha é simples:

SE EU FOR MORRER AMANHÃ, VOU ME ARREPENDER DESSA ESCOLHA??

Se a resposta for não, vai lá. Se for se arrepender, não faz. Tudo tem que ser pensado tendo a consciência de que a vida é curta e de que a qualquer momento isso tudo pode acabar. Se você prefere não beber para não correr o risco, bem, faça as suas escolhas consciente, mas você pode morrer mesmo assim. Se você decide não subir o morro com medo dos traficantes te matarem, bem, você pode passar na rua na hora "certa" e uma bala perdida te acertar.

A coisa que menos será ifluenciada pelas suas escolhas é a sua morte, a menos que a sua escolha seja se jogar de um prédio...

Tem coisas que não controlamos.

Talvez agora alguém esteja pensando como eu sou uma insensível. Não, não sou. Achei triste o texto sim, mas o que podemos fazer? Sempre pessoas inocentes vão morrer, aliás são os que mais morrem. Mas não há nada que possamos fazer quanto à isso. Sempre vai acontecer. E umas assinaturas em um email triste não darão poderes mágicos a alguem para que isso seja mudado.

Palavras soam sempre erradas demais. Não há nunca palavras que sejam capazes de dizer tudo o que é necessário... Elas sempre deixam algo por menos ou por mais.

Grande e sábia raposa, que sabe que para se cativar alguém se deve manter o silêncio. Palavras são fonte de desentendimentos. Um fala uma palavra, mas é outra que chega ao ouvido do outro.

Nada deve ser dito quando o coração quer falar. O silencio, muitas vezes, é o melhor diálogo do mundo. O melhor e o mais compreensível.

O amor nada fala, apenas sente.

Não devemos pular etapas, as vezes o que queremos não é o que precisamos... Aí Deus olha e pensa: ainda não é a hora meu filho, mas ela vai chegar... Viva o que é seu para O AGORA, e aí voce entenderá porque isso não deu certo agora...

Estou cansada, simplesmente cansada.

Não serei cínica aqui, afinal de contas, qual mulher não se sente bem quando dizem que ela é gostosa? Nos sentimos bem sim, claro que isso depende de quem disse, quando vem de gente, não daqueles ogros, mas isso também incomoda.

Incomoda quando dizem isso o tempo todo e quando você começa a sentir que o que as pessoas veêm em você é simplesmente isso. Quando a sua inteligencia e a sua conversa passam a ficar em segundo plano porque estão todos tão concentrados em olhar pra a sua bunda que não são capazes de ouvir o que você diz ou de te olhar nos olhos.

Começa a incomodar quando, relação após relação, voce sente que há um interesse enorme no seu corpo, como se você fosse um simples objeto. Quando não olham mais seus sentimentos, porque se distraem com todo o resto.

Quando se precipitam, quando te olham demais, mas não te enxergam...

Chega um ponto em que tudo o que você consegue sentir é ódio, de você, embora você não tenha culpa por isso. Você não fez nada para que isso acontecesse, não se ofereceu, não ficou se mostrando.. nada. Mas foi achada pelos olhos, e assim foi, e o controle fugiu. Não dá pra encontrar o momento exato, mas teve algum...

Dá uma vontade louca de mudar tudo isso, mas fica impossível, a não ser que você se disponha a engordar uns 10 kilos!

O que há de errado no mundo? Porque cada vez mais os sentimentos estão ficando de lado?

Eu não sei quando começou, não vejo culpa alguma em mim... mas queria que tudo isso parasse! Não quero alguém que apenas me deseje, quero alguem que me ame.

Não quero apenas alguem que me beije, quero alguem que me olhe nos olhos.

Não quero apenas alguem que me toque, quero alguém que me SINTA!

Não quero alguém que olhe apenas meu corpo, quero alguém que veja a minha alma...

Não quero alguém que me queira apenas, quero alguém que me queira pra sempre.

Não quero alguém que queira dormir comigo, quero alguém que queira acordar comigo...

 

*

Por que ser Jornalista?

Estava lendo o editorial da Superinteressante desse mês, e o que Sérgio Gwercman escreveu ali me fez lembrar de novo da palestra de Marcelo Favalli e de novo pensar sobre o porquê de se tornar Jornalista.

Uma coisa é fato em minha cabeça: Jornalista nasce jornalista, essa é uma daquelas profissões que não dá pra levar com a barriga, só se você for muito mole e sem personalidade mesmo. É uma profissão que exige algo a mais, exige aquela fagulha a mais de loucura, exige uma paixão pela comunicação.

Pra variar nesse post tabém me sinto influenciada pelo Zeca, que em seu ultimo post (http://colunas.g1.com.br/zecacamargo ) fala sobre a revista Colors, que eu não conhecia, mas o fato que fez com que o nome dele voltasse a um post meu é outro, que envolve a revista: Ele gostou da revista quando leu, voltou a ler, e foi atrás dos nºs anteriores, para colecionar!! Isso é alma de Jornalista! Essa paixão não dá pra ser fingida, essa paixão já está aqui dentro. E claro que alguém pode se tornar jornalista sem essa paixão, mas será notável em qualquer texto, em qualquer olhar, em qualquer palavra. É diferente alguém que ama isso.

Ser jornalista é ser um pouco louco. É saber que vai ter que passar finais de semana trabalhando; é saber que não vai poder marcar viagens com muita antecedencia porque pode aparecer algum furo que voce TEM que cobrir; é saber que voce pode ter que ficar algumas noites sem dormir, pular algumas refeições, deixar de lado alguns prazeres... É estar pronto pra jogar tudo o que você planejava fora porque algo aconteceu e é muito mais importante do que aquela matéria que você acabou de fazer. É estar pronto, como diz o Sérgio, para mudar uma edição inteira de uma revista poque algo muito importante aconteceu e tem que ser noticiado.

Exige muita paixão passar noites em claro na época do fechamento de edição. Ou como minha grande paixão, o Jornalismo Esportivo, passar noites em claro em época de copas do mundo, olimpíadas, etc, trabalhar feito louca nos finais de semana - que são os momentos mais importantes no esporte. Estar pronto pra encarar tudo isso só nascendo com esse "dom" mesmo.

E aí me vem algo sobre uma jornalista que eu adimiro muito: Renata Fan. Na revista Fut! (do grupo Lance!) desse mês tem um pequeno bate bola com ela, no qual ela assume que uma vez um namoado falou: ou o futebol ou eu! e ela disse, corajosa: o Futebol. É o amor pela profissão maior que as pequenas paixões. E é lindo!

É uma profissão pra se orgulhar muito!

Existe uma dor que é inexplicável. A dor da decepção. A dor de saber que tudo aquilo que você achava não é, de que todas as coisas que você viveu não valeram de nada, não significaram nada... Bate um arrependimento. E essa dor.

Dor que dói lá no fundo. Que faz a respiração ficar pesada, os pés não se levantam mais pra andar, se arrastam. E essa dor persiste e insiste. Não sei até quando.

Existem pessoas duras, frias e insensíveis. Eu não sou uma delas. Sou sensível até demais. Sinto em mim a dor dos outros, me apodero dela e sofro ela para que quem eu amo não sofra. Choro sim, em qualquer filme besta, me encanto por qualquer gesto meigo de carinho... Mas sim, sempre essas pessoas assim é que sofrem mais. Sempre são os sensíveis que se enganam, se enganam com coisas, com sonhos, com pessoas. Sempre são os sensíveis que choram nos fins dos amores, nos fins dos filmes, nos fins de viagens, nas despedidas, sempre os sensíveis que sofrem.

Mas por que??? Os maus é que deveriam sofrer, mas são sempre os bons que sofrem... Isso cansa. Isso fere, isso faz doer mais ainda essa decepção.

Existem pessoas que se entregam por amor, por paixão... Outras não se entregam nunca, as se aproveitam. apenas enganam esses idiotas sensíveis, que então, depois, sofrem!!!!!!!!!!!!!

Cansa, mas a idiota aqui não consegue deixar de ser palhaça e tão sensível... aí vai e continua sofrendo.....

Existe uma dor que é inexplicável. A dor da decepção. A dor de saber que tudo aquilo que você achava não é, de que todas as coisas que você viveu não valeram de nada, não significaram nada... Bate um arrependimento. E essa dor.

Dor que dói lá no fundo. Que faz a respiração ficar pesada, os pés não se levantam mais pra andar, se arrastam. E essa dor persiste e insiste. Não sei até quando.

Existem pessoas duras, frias e insensíveis. Eu não sou uma delas. Sou sensível até demais. Sinto em mim a dor dos outros, me apodero dela e sofro ela para que quem eu amo não sofra. Choro sim, em qualquer filme besta, me encanto por qualquer gesto meigo de carinho... Mas sim, sempre essas pessoas assim é que sofrem mais. Sempre são os sensíveis que se enganam, se enganam com coisas, com sonhos, com pessoas. Sempre são os sensíveis que choram nos fins dos amores, nos fins dos filmes, nos fins de viagens, nas despedidas, sempre os sensíveis que sofrem.

Mas por que??? Os maus é que deveriam sofrer, mas são sempre os bons que sofrem... Isso cansa. Isso fere, isso faz doer mais ainda essa decepção.

Existem pessoas que se entregam por amor, por paixão... Outras não se entregam nunca, as se aproveitam. apenas enganam esses idiotas sensíveis, que então, depois, sofrem!!!!!!!!!!!!!

Cansa, mas a idiota aqui não consegue deixar de ser palhaça e tão sensível... aí vai e continua sofrendo.....

Mais uma vez algo que o grande Zeca Camargo escreveu em seu blog me inspirou. Dessa vez ele comenta sobre o filme de Che Guevara que assitiu para entrevistar Benício Del Toro, que vive o argentino nas telas. Confesso que não assisti a entrevista, que foi ao ar no Fantástico de domingo passado (02/11), nem sabia dessa entrevista e também não sabia que esse filme já estava pronto. Mas acontece que não posso jamais me calar diante de algo referente ao Che.

Tenho sangue revolucionário mesmo, me encantei com Che quando era apenas uma criança e desde então não consegui deixar de lado esse encantamento. Fascinação que veio a aumentar quando assisti “Diários de Motocicleta” – que relata a viagem de Che pela América Latina, viagem essa que deu o impulso para que Che virasse o revolucionário que foi – e em seguida, li uma biografia que mudou bastante a minha vida também: a biografia de Fidel Castro.

Até então havia uma admiração, conhecia a relação entre a vida e a história dos dois, mas ainda não sabia a vida do Fidel. Quando soube, as coisas mudaram mais ainda. Uma punk, que havia desistido de demonstrar sua ideologia em suas roupas e que camuflava bem sua personalidade, sim, mas ainda uma punk por dentro, que nutria uma fascinação por Che, Lênin, Olga, Marx, Engels, Prestes, etc. quando se depara com a imagem louca de Fidel, que fez a revolução bem feita, e que segurou com braços fortes a revolução por todos esses anos, e que ainda está lá. Foi pra mim um sopro de vida.

Um Ankh, como diriam os Egípcios, o sopro que dá a vida ao ser humano no nascimento. Ali, naquele momento eu renascia, renascia a minha força, renasciam muitos sonhos que estavam abandonados lá no fundo. Renasceu a vontade.

E agora, aqui, ao me deparar com esse texto de Zeca sobre o Che, no qual ele também assume o seu amor pela figura de Che, eu vi como isso ainda afeta, e li uma frase linda que é creditada a Del Toro: “Não sei se sua luta hoje (se ainda estivesse vivo) seria com uma arma, um fuzil, mas, por seus valores, ele ainda poderia lutar em muitas partes do mundo”. E é fato. Não importa todo esse tempo que passou, Che ainda está vivo em cada cantinho da América Latina e seria capaz de liderar mais revoluções. E é capaz.

Um domingo desses só pode ser uma vez por ano mesmo, porque, como diz Galvão Bueno: se você tem problemas de coração saia da sala, porque isso aqui é um teste para cardíacos!

O que foi esse GP do Brasil? Minha nossa! Eu, que nem tenho problema no coração quase tive um enfarto! Massa liderando a corrida de ponta a ponta, fez tudo o que poderia fazer, mas não estava ganhando o título porque Hamilton ainda estava na quinta posição, mas aí, acho que quando faltavam 4 voltas, ou algo assim, Vettel, alemãozinho que já mostrou que não está pra brincadeira ultrapassou Hamilton, dando a vitória ao nosso Felipe. Massa cruza a linha de chegada, e, naquele momento como campeão mundial de F1. Mas, uma curva e uns 10 segundos atrás, Vettel ultrapassa Glock, e Hamilton faz o mesmo, ficando com a quinta posição e com o título.

Adimito, chorei. As lágrimas saíam. Eu via o Massa ali, chorando com aquela decepção, sentia como se fosse a dor dele em mim. Vi a familia dele, que alguns segundos antes comemorava o título dele ali, decepcionados, e senti a dor também. E acho isso uma grande besteira, por isso resolvi escrever sobre isso aqui.

Quanta gente já não chorou por causa de seu time de futebol? Ou quanta gente não chorou comigo ontem, pelo Massa? E por que a gente faz isso? Não temos nada com isso. O que ganhamos com as vitórias deles?

Quantos Palmeirenses não choraram no rebaixamento em 2001 - acho que foi em 2001?

Quantos Corinthianos não desabaram ano passado com a queda para a segundona? E agora festejam o reorno feito loucos?

Por que fazemos isso?

Creio que é um escape, como se fosse uma brincadeira, uma peça de teatro, uma distração dos problemas mundanos comuns a todos. O torcedor, enquanto está ali, chorando pelo seu time, não está lembrando das contas que tem pra pagar, do trabalho que ele não gosta, do chefe que pega no pé dele, da namorada que o traiu...

É muito bom ter ali alguma coisa pra pensar, alguma coisa que não seja igual a todas as outras da sua vida. Esportes fazem isso porque não temos controle sobre ele, mas mesmo assim fazemos parte de alguma forma. Um jogo sem torcida não é nada, é um vazio. Os pilotos correm porque sabem que um monte de gente está vendo eles e torcendo por eles. Tudo gira lá em função do que está aqui. Quem assiste não pode mudar o resultado, mas participa sem ter participação efetiva. É isso que enlouquece.

São essas emoções loucas que faz tanta gente assistir tantos jogos de futebol e chorar e sofrer. É gostoso mesmo quando a gente chora, porque aquilo ali é algo que te refugia, te manda pra um lugar onde o que importa é a Tabela do Campeonato, onde a única coisa que faz voce pensar em Preço do Dólar é se algum jogador do seu time for vendido para o exterior...

Tudo aquilo é um escape maravilhoso. É voce colocar nas costas de alguém o poder de te fazer chorar ou sorrir, e saber qu ele de fato está querendo te fazer sorrir, porque ele depende de você. Torcedor derruba técnico, manda jogador embora, contrata jogador... Muda a história, mesmo sem estar tão presente quanto os dirigentes.

Me sinto uma idiota quando choro por essas coisas, mas também acho legal, porque isso tudo é uma loucura saudável. Choramos não só porque deu dó de o Massa fazer tudo certo e não ganhar o título mundial, mas também porque tinhamos um monte de dores aqui dentro e aquilo ali serve de escape, de desculpa.

Choramos porque tem uma realidade que nos espera após o fim do jogo, da corrida, da competição e porque, muitas vezes, não é nada do que a gente queria ver. E dói. Mas é muito bom voltar a chorar no outro jogo e no outro...

Porque o Corinthiano é o "sofredor", e tem tanto Corinthiano? E, desculpe a brincadeira, mas porque a maioria dos Corinthianos se encontra na clase C e D??

Existe toda uma dor aí, toda aquela vida dificil deles, todas as contas pra pagar, a violencia... E que coisas em comum eles tem com um time como o São Paulo, que é a imagem da elite paulista, que é formado por outra classe e para outra classe? Nada. Para eles o Corinthians é a imagem deles, representa de uma maneira ou de outra a vida deles, eles se identificam, se projetam no time. Se veem como parte do time... O time ganha é uma vitória da vida dele, se perde é mais uma derrota...

Essas paixões, quando desmedidas, quando perdidas as dimensões, quando perdem a linha que divide a vida do jogo pode fazer muito mal. Mas de forma geral traz um alivio, uma liberdade, uma força extra para continuar, uma distração dos problemas. Um motivo pra sorrir e/ou pra chorar.

Estava de novo lendo Zeca Camargo (http://colunas.g1.com.br/zecacamargo/) quando senti vontade de escrever. É incrivel como ele me inspira a por pra fora as coisas que eu trago aqui dentro.

Dessa vez estava pensando sobre duas coisas, que se juntaram com o post dele.

1)O filme "Minha vida sem mim" com Sarah Polley e Mark Ruffalo.

2)Necessidades que sentimos de liberdade, principalmente nessa época pós 18.

Juntei tudo com o que li no post do Zeca e fiquei com uma vonatde louca de escrever...; No filme a personagem de Sarah Polley, que, se não me engano chama Ann descobre que só tem 2 meses de vida, no máximo, e por causa disso começa a analisar o que é sua vida, o que deixou de fazer, seus erros, suas vontades, e faz uma lista de tudo o que ela gostaria de fazer antes de morrer, e vai lutando para fazer tudo aquilo.

Depois desse filme - acho que até já falei aqui sobre isso - fiquei com essa história de o que eu gostaria de fazer antes de morrer na cabeça... Pensei como é cruel morrermos sem aviso prévio. Não temos tempo de realizar nossos desejos mais intimos, de arriscar.. Simplesmente a morte chega e nós morremos infelizes...

Todos deveriam fazer essa lista. Ter a consciencia do que eles querem mesmo, do que os faria feliz, do que daria aquela sensação de estar completo, de saciar aquele vazio que todos tem por dentro... O que te faria feliz? O que voce quer fazer antes de morrer?

Aí me deparei com uma "campanha" engraçada: http://www.beforeidieiwantto.org/; que é uma "brincadeira" que fizeram por causa do fim da Polaroid, tirando fotos de pessoas por todo o mundo usando essas maquinas e pedindo para que os fotografados escrevessem na parte branca da foto o que gostariam de fazer antes de morrer. É fascinante como ninguém sabe. Todos escrevem coisas bobas ou textos ensaiados estilo Miss: Quero salvar a vida de pessoas na Africa, etc.

Sabe o que me faria feliz?

Justamente o que faz o Zeca, de acordo com ele mesmo: Descobrir que todos são iguais em qualquer parte do mundo. Que, não importa em que país voce está, sempre há alguem como você, alguém que sente o mesmo que você, que gosta das mesmas coisas que você, etc. E ele descobre isso em suas viagens. Assim, seguindo a lógica eu percebi que quero viajar mais. Ir pra longe, conhecer pessoas diferentes, passar uma trade conversando com alguém que eu mal conheço para descobrir aos poucos como ela se parece comigo...

Eu sempre gostei de conhecer pessoas. Sempre fui de chegar nos lugares e ir puxando assunto com os outros, de falar com desconhecidos, de passar horas conversando com gente que eu nem sei o nome. Fiz isso em bancos, em Correio, em praças, na faculdade, na escola... em tantos lugares, mas sempre são aqui mesmo nessa cidade, ou no máximo em Bragança... E eu preciso de mais. Essa angústia que eu ando sentindo, esse vazio é isso, falta de gente nova, de troca.

Essa troca que fazemos com desconhecidos é tão legal, tão boa para o crescimento... Sempre fica alguma coisa da conversa ali, guardada, para a posteridade, para usar em uma outra conversa. O que voce disse a alguem há um mês pode ter chego em outro país já... por causa dessa troca constante, assim como você já foi a corrente, você já foi o emissor e o receptor...Algumas coisas você foi o primeiro a dizer e nem tem como imaginar até onde chegou, outras você transmitiu e outras você guradou, não concordou ou decidiu se calar.

Essa sensação de dor que os adolescentes tem, de vontade de sair correndo, essa angústia por liberdade é isso basicamente. É uma necessidade de procurar a sua lista. De entender o que os completa, e para isso eles tem que provar coisas, descobrir quais delas não os agrada e assim por diante. E os adolescentes e jovens são fascinantes. São bobos as vezes... pensam que tem muita atitude, mas são montados para agirem assim, pensam que decidem o que usam e fazem mas são controlados por uma grande industria... mas isso não vem ao caso. Quero falar sobre o lado positivo deles: eles estão sempre buscando.

Para os jovens sempre há algo novo para comer, beber, ouvir, assistir, vestir... e eles vão provando, um a um, tem menos preconceitos, aceitam mais facilmente novas idéias, são mais loucos, masi corajosos, mais vivos. Mas o tempo vai apagando tudo isso deles, vai fazendo com que tenham medo de arriscar, de correr atrás dos sonhos, de viver a sua lista...

Todos deveriam entender que precisam disso porque quando morrerem não terá volta, não vai dar pra recomeçar diferente e tudo o que você pode juntar com sua vidinha estável vai ficar aqui para outras pessoas, você só pode levar daqui a alegria, a satisfação de ter vivido de verdade e não apenas existido, de ter realizado suas fantasias, suas vontades, etc.

O que você quer fazer antes de morrer?

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